sexta-feira, novembro 11, 2005

Atreve-te a bater

As portas estão fechadas
Mas atreve-te a bater
Que os silencios não acabam
Onde eu ando a viver
Fujo do Outono
Da tarde a escurecer
Faço as ruas da cidade
Na esperança de te ver
E bem tento vir do fundo de mim
Para dizer qualquer coisas mas...
Mas está bastante frio
E eu não vivi durante o Verão
Toda a vida foi contigo
Agora é escuridão

Não digas nada que eu vá lembrar no fim
Se a tua estrada não acabar em mim

Quando reparamos
Que podemos ficar sós
As ondas mais profundas da vida
Rebentam em nós
E esquecemos muitas coisas
Bem faceis de lembrar
Na luta contra
Tudo o que é impossivel de apagar.

Não digas nada que eu vá lembrar no fim
Se a tua estrada não acabar em mim

As portas estão fechadas
Mas atreve-te a bater
É só daqui a oito meses
Que o Sol volta a apareçer.

1 comentário:

Guapita disse...

Há portas que de uma forma ou de outra vao estar sempre abertas para nós.....
A porta nº 67 e a 512 vao estar sempre abertas para ti, nunca vais ficar sem abrigo e ao relento